A indústria ótica da china pode estar
desfocando o futuro econômico do país

Há um provérbio chinês que diz: “A visão de um rato tem uma polegada de comprimento.” Isto significa que quem se concentra em benefícios de curto prazo pode comprometer os interesses de longo prazo. Segundo a pesquisa prevista para o final deste ano, a China – não só a nação mais populosa do planeta, mas também aquela que abriga o maior número de deficientes visuais – pode estar exatamente nesta situação.

O estudo, realizado pelo Centro de Desenvolvimento de Saúde da China na Universidade de Pequim, indica que entre 610 e 650 milhões de chineses têm presbiopia (a redução da capacidade do olho de focar objetos à curta distância) ou miopia (vista curta) – e com um percentual tão grande da força de trabalho sofrendo de problemas de visão não corrigidos, certamente o seu melhor desempenho não pode ser atingido.

O Dr. Ling Li, autor do estudo, expressou a preocupação de que a indústria ótica do país está realmente contribuindo para desfocar o futuro do país. Fatores econômicos, como um mercado altamente fragmentado e ultracompetitivo, combinados com os altos custos de distribuição do varejo, criam um incentivo substancial para os consumidores chineses comprarem produtos de correção visual com base no preço, em vez de na qualidade. Mas de forma ainda mais significativa, a assistência oftalmológica não é enfatizada como uma prioridade de saúde geral na China. Embora tanto a União Europeia quanto os Estados Unidos tenham regulamentos que asseguram níveis definidos de treinamento e educação para optometristas, há uma total falta de oportunidades para os optometristas chineses receberem mais formação profissional. Muitos têm formação vocacional – em vez de médica – e não podem prescrever correções ou diagnosticar distúrbios da visão.

Mas este problema não existe somente nos populosos centros urbanos da China – um estudo feito em 2014 sobre a visão na China rural descobriu que a proporção entre oftalmologistas do sistema de saúde pública e a população era insuficiente para um tratamento adequado. Isto só foi evidenciado pelo fato de que 54% dos pesquisados com problemas de visão que usavam óculos indicaram que não tinham feito um exame de vista antes de receber os óculos.

Estou satisfeita porque meu colega Kristan Gross, Diretor Global de Conteúdo & Comunicações, vai participar de uma coletiva de imprensa em Pequim em 5 de junho para anunciar os resultados do Centro de Desenvolvimento de Saúde da China sobre o estudo da Universidade de Pequim.

Nós do Vision Impact Institute esperamos sinceramente que este estudo venha beneficiar os dedicados líderes da China em seu esforço para enfatizar a importância de continuar a desenvolver os padrões profissionais da indústria ótica do país – e que juntos possamos continuar Dando uma voz à visão.

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